Dúvidas Frequentess

Combustíveis

É verdade que o motor do carro dura menos se utilizarmos o GNV como combustível em vez da gasolina?

A durabilidade do motor que usa GNV como combustível é maior do que aquele que usa combustível líquido. Essa conclusão é baseada em algumas justificativas técnicas:

A durabilidade do motor depende de sua lubrificação, o qual é realizado através de óleos lubrificantes, pois no tempo de explosão do motor o combustível (seja qual for) queima por completo (situação ideal), não molhando nem ressecando nada.
No caso do combustível líquido, ele é lançado na câmara de combustão pulverizado pelos bicos injetores (ou carburador). Ou seja, nesse processo, as moléculas de oxigênio não são combinadas, totalmente, com as moléculas do combustível (em forma pequenas gotículas), gerando portanto, uma combustão incompleta. Como conseqüência, a carbonização do motor, com a formação de depósitos de resíduos (carvão) não queimados dentro da câmara de combustão, é mais intensa nas paredes do cilindro. Essas partículas, por conterem carbono, são duras e abrasivas. Quando arrastadas pelos anéis iniciam um processo de desgaste do motor logo na parede do cilindro, prosseguindo quando se mistura com o lubrificante, tornando-o também um tanto abrasivo. Imagine a cada vez que um pistão desce arrastar um pouco desse particulado e jogar no óleo. O motivo de o óleo ficar escuro, portanto menos lubrificante.
No caso do GNV, o combustível entra na câmara de combustão no estado gasoso facilitando a combinação com o oxigênio. Com isso, não há, praticamente, carbonização do motor. Tal fato é explicado, pois não há o atrito de partículas de combustíveis entre anéis e cilindro, além de manter o óleo melhor lubrificante.

Tira-dúvidas: quais peças preciso trocar para a inspeção veicular?

Algumas cidades brasileiras exigem a inspeção veicular anual para combater o excesso de poluentes jogados na atmosfera por carros desregulados. A princípio, se o seu carro estiver em dia com a manutenção preventiva, nada precisa ser feito para ser aprovado na inspeção.

Caso não seja o seu caso, há dois pontos cruciais que precisam ser vistos: regulagem do motor e vazamentos em geral – seja de óleo, água ou qualquer outro fluido do carro. Qualquer tipo de vazamento implica na reprovação imediata do automóvel.

Outra dica importante: cuidado com o combustível, pois gasolina ou álcool adulterados comprometem o resultado das emissões de poluentes do motor e pode reprovar carros aptos a passar.

Segue a lista geral de cuidados (que está disponível no próprio site da empresa responsável pela inspeção em São Paulo) para que seu carro seja aprovado e você não tenha de pagar a taxa da inspeção em dobro.

> O funcionamento do motor está regular
> Não há emissão de fumaça visível (exceto vapor d'água)
> Não apresenta vazamentos de óleo, água ou qualquer outro líquido
> O sistema de escapamento não apresenta alteração, como corrosão excessiva, furos ou falta de algum componente
> Os componentes e sistemas originais de controle e/ou redução de emissões de gases e evaporativas estão preservados
> Os níveis de óleo lubrificante e da água estão adequados
> Impossibilidade de manter o capô aberto com segurança durante a inspeção visual
> A rotação de marcha lenta está em conformidade com as especificações do fabricante
> Não existam falhas no sistema de injeção eletrônica e que os bicos de injeção estejam em boas condições
> O carburador esteja regulado
> Ponto de ignição não esteja fora de especificação
> As velas não estejam sujas ou desreguladas
> Catalisador (nos carros equipados com esse item) não esteja avariado
> Motor não esteja com desgaste excessivo nos anéis


Um motor que roda com óleo mineral pode ser substituído por óleo sintético?

A substituição é possível, mas é necessário um pouco mais de cuidado para esgotar todo o óleo do motor para que o óleo antigo não "contamine" e comprometa o desempenho do óleo sintético. Vale lembrar que a troca do filtro é sempre obrigatória, independentemente da quilometragem ou do tipo de óleo.

O fabricante do carro me recomenda trocar o óleo de cinco a oito mil km enquanto o fabricante do óleo diz 20 mil km. O devo fazer?

As empresas de lubrificantes elaboram produtos com especificações variadas para atender todos os modelos no mercado e também prazos de troca mais alongados. Porém, ressalvam que a especificação do fabricante do carro é quem manda, independentemente se o óleo é mineral ou sintético. Mesmo se o óleo tiver algum diferencial sofisticado, como nos modelos para competição, o manual é rígido na recomendação, ou seja, o melhor é seguir o que manda o fabricante do carro.

Quando da troca de óleo do motor há necessidade de colocar aditivo?

Se você utiliza um óleo de boa procedência e que atenda às especificações do fabricante do carro, não há a necessidade de colocar aditivos complementares. Os lubrificantes recomendados pelas marcas já possuem todos os componentes necessários para o bom desempenho do motor. Para alguns casos específicos, como motores mais rodados ou já comprometidos, os aditivos conferem uma sobrevida, mas somado ao custo de um bom óleo, não compensa.